Público feminino já responde por 24% do mercado de motocicletas. O cabelo amassado sob o capacete e a maquiagem que se esconde por trás da viseira não tiram o prazer delas. As mulheres deixaram de ocupar somente a garupa das motocicletas, ganharam espaço no guidão, e hoje representam uma fatia significativa no mercado de motos – respondem por 24% dos compradores de motos no Brasil. É o caso da operadora de produção Sueli Nista que há dez anos optou pela motocicleta como meio de transporte. Hoje ela tem uma FYM, modelo Sachs 125cc, uma moto menor, fácil de pilotar. “Tenho outra moto maior, mas como ela é alta, não alcanço totalmente o chão e essa, caiu perfeito pra mim, dirijo com muita tranqüilidade”, explica. Ela usa a moto, principalmente, aos finais de semana para o lazer. “A moto é liberdade, gosto de dirigir e, além disso, tem o lado econômico, o consumo de gasolina é mínimo”, afirma. Assim como Sueli, a cada dia são mais numerosas as mulheres motoqueiras, que rompem o preconceito social e o da segurança e adquirem seu meio de transporte, mais adequado à sua mobilidade, ambição e espírito de independência. E elas são sempre notadas nas ruas, os cabelos longos que podem ser, parcialmente observados, são bonitos e bem cuidados. A identidade feminina também é revelada pelos pés - elas calçam sandálias, às vezes de salto baixo, ou as plataformas para os dias mais frios. Se elas não são vistas sobre duas rodas, com tanta freqüência, pelas ruas, os números revelam outra realidade. Segundo a pesquisa da Abraciclo (Associação brasileira dos Fabricantes de Motocicletas) sobre o perfil do comprador de motocicletas, em 1995, os homens eram 86% dos compradores e elas apenas 14%. Na última década, aos poucos, foi crescendo o número de motoqueiras e a mesma pesquisa mostra que, no ano passado, as mulheres 24% das motos vendidas foram para elas. A maioria das “compradoras” adquire a moto como meio de transporte econômico e ágil. A necessidade de estar em lugares diferentes no mesmo dia, a trabalho ou estudo, faz com que elas tirem a habilitação assim que completam 18 anos. Embora não exista uma estatística, os vendedores que atuam em concessionárias apontam que os modelos preferidos pelo público feminino são de 100cc ou 125cc, vindo em seguida as motos de 250 cilindradas para aquelas que querem mais potência. O fato é comprovado pelo diretor executivo da Nova Trade – empresa importadora das motocicletas da marca FYM, o empresário Joacyr Drummond. Segundo ele, as mulheres vêm se interessando cada vez mais pelo mercado de motocicletas, por dois motivos: economia no transporte ou para acompanhar o namorado ou mesmo o marido. Na FYM, os modelos mais procurados pelas motoqueiras são a FY100-10A, uma scooter de 100 cilindradas, a FY125-20 SACHS, de 125cc e a FY250, uma moto que possui mais potência (250cc), mas com design que atrai o público feminino. “A scooter e a SACHS são escolhidos pelas mulheres por serem os modelos mais leves e diferentes, principalmente a SACHS, já que não há algo parecido no mercado brasileiro de motos”, explica , segundo Joacyr Drummond. A FY100-10A pesa 93 quilos, é uma moto fácil de ser pilotada e possui partida elétrica e cambio automático. A SACHS também uma moto leve – 95 quilos – e, além do design diferenciado, tem partida elétrica e uma mobilidade para as curvas que facilita as manobras de pilotagem. “S&ati